Condenados pela Justiça em Ribeirão Preto usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico

  • 02/04/2026
(Foto: Reprodução)
Condenados pela Justiça em Ribeirão usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico Dois dos condenados pela Justiça na semana passada por envolvimento em um esquema criminoso de tráfico de cocaína com adição de cafeína usavam carros de luxo para lavar dinheiro proveniente das drogas. Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha, mantinham uma conta que recebia as quantias das vendas. O grupo agiu em Ribeirão Preto (SP) entre os anos de 2019 e 2023. Segundo as investigações da Polícia Federal, era Nevanir quem negociava na internet a compra e a venda dos carros que ajudariam na lavagem, muitos dos veículos passavam de R$ 1 milhão. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O dinheiro que entrava no banco era logo 'transformado em drogas', que depois eram vendidas para traficantes da cidade. Os lucros do tráfico eram misturados com os lucros dos carros e, deste modo, a quadrilha tentava enganar as autoridades, demonstrando que os valores eram lícitos, prática conhecida como lavagem. LEIA TAMBÉM Justiça condena 20 pessoas por lavagem de dinheiro com carros de luxo e tráfico de drogas com uso de cafeína Quadrilha que desvia cafeína para produzir mais cocaína é alvo de mandados PF faz buscas em condomínio de luxo por suspeito de comprar cafeína para produzir cocaína Allan Tadashi foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão e Nevanir Neto foi sentenciado a 21 anos, quatro meses e 20 dias. Além deles, outras 18 pessoas que integravam a quadrilha também foram condenadas. As penas variam de quatro a 34 anos de prisão e foram determinadas de acordo com a atuação de cada um dos condenados dentro do grupo. A decisão foi proferida no dia 24 de março. Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha que atuava em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Procurada pela EPTV, afiliada da TV Globo, a defesa de Navanir de Souza Neto disse que vai tomar conhecimento da condenação para depois entrar com recurso na Justiça. Ele está em liberdade porque, ao longo do processo, conseguiu um recurso para deixar a cadeia. A defesa de Alan Tadashi não deu retorno até a última atualização desta reportagem. Ele está preso desde 2023, quando a operação foi desmantelada. À época da operação, a PF encontrou com Tadashi a contabilidade do esquema, com documentos com nomes de várias pessoas e valores que, segundo a investigação, foram repassados em drogas. O mesmo relatório da PF também revelou que Nevanir movimentou mais de R$ 21 milhões em 2021. Ainda segundo as investigações, ele trabalhava na empresa do sogro, por um salário de R$ 2,4 mil ao mês. "A gente atingiu duas pontas. A ponta do tráfico, do traficante, que fica nas regiões mais periféricas de Ribeirão, faz aquele tráfico e tal, e a gente pegou o pessoal dos condomínios de luxo, de uma classe mais média alta nesse contexto", diz o delegado Marcellus Henrique de Araújo. Os lucros do tráfico eram misturados com os lucros dos carros em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Segundo ele, a operação teve a característica de atuar tanto para prender traficantes como os chefes. "Ela teve essa característica de atuar tanto em cima daqueles que fazem o tráfico do dia a dia, quanto aqueles que também passaram a vender produto químico e os lucros deles eram consideráveis. Só que tinha um aspecto 'mais aceitável', digamos assim, porque não era droga, era produto químico". O esquema O grupo envolvido em um dos maiores esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região atuou de 2019 a 2023 e incluía, segundo a Polícia Federal, uma rede de integrantes que se dividiam entre as funções de fornecer a substância química usada para "batizar" a droga, financiar o tráfico e lavar o recursos financeiros por meio do comércio de carros de luxo. As investigações apontaram que o grupo utilizava cafeína para ampliar a produção de cocaína e chegou a movimentar R$ 60 milhões em cinco anos. O dinheiro obtido pela quadrilha era utilizado em um esquema de lavagem, envolvendo a compra e a venda de carros de luxo esportivos, avaliados de R$ 800 mil a R$ 1 milhão cada. Com o dinheiro obtido com o esquema, os fornecedores e os financiadores também bancavam casas em condomínios fechados. Por meio das trocas de mensagens, a PF identificou um esquema formado por Allan Tadashi e Nevanir de Souza Neto para facilitar a lavagem do dinheiro movimento pelo tráfico a partir da compra e da venda desses carros de luxo. Segundo as investigações, os dois agiam para adulterar a quilometragem dos carros, ou seja, diminui-la, assim, conseguindo preços melhores. Carro de luxo apreendido na Operação Car Wash em Ribeirão Preto, SP Valdinei Malaguti/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/04/02/condenados-pela-justica-em-ribeirao-preto-usavam-carros-de-luxo-para-lavar-dinheiro-do-trafico.ghtml


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