Escritora recebe US$ 5,6 milhões em processo por abuso sexual e difamação contra Trump
14/07/2026
(Foto: Reprodução) Montagem mostra E. Jean Carroll e Donald Trump
Getty Images/Via BBC
A escritora E. Jean Carroll recebeu mais de US$ 5,6 milhões após vencer uma ação por abuso sexual e difamação contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O pagamento foi liberado na última segunda-feira (13) de uma conta judicial, onde o dinheiro permanecia depositado desde o veredito de 2023. A advogada de Carroll, Roberta Kaplan, confirmou a transferência nesta terça-feira (14).
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"Temos o prazer de informar que ela recebeu o pagamento da indenização", disse Kaplan em nota. Mais tarde, Carroll escreveu em sua página no Substack que "a águia pousou".
Os advogados de Trump afirmaram que continuarão recorrendo da decisão.
O presidente havia depositado o valor na conta judicial de garantia logo após o júri decidir contra ele. Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve a condenação na esfera cível, abrindo caminho para que o juiz Lewis A. Kaplan autorizasse a liberação dos recursos.
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A defesa de Trump tentou impedir o pagamento com um pedido de emergência, mas o recurso foi rejeitado. A decisão não impôs restrições sobre como Carroll poderá utilizar o dinheiro. Segundo documentos apresentados à Justiça, ela pretende aplicar o valor em uma conta de aposentadoria.
Os advogados do presidente também apresentaram um novo recurso para tentar suspender ou reverter o pagamento.
➡️ O júri concluiu que Trump abusou sexualmente de Carroll em 1996, em um provador de uma loja de departamentos de luxo em Nova York, e a difamou após ela tornar o caso público em um livro de memórias lançado em 2019, durante o primeiro mandato do republicano.
Trump sempre negou as acusações. O presidente afirmou que não houve qualquer contato sexual entre os dois, disse que Carroll, hoje com 82 anos e ex-colunista de conselhos, estava "mentindo completamente" e declarou que ela "não faz seu tipo". Também afirmou que não a conhecia, minimizou uma fotografia dos dois em uma festa em 1987 e acusou a escritora de agir por motivação política e para promover seu livro.
Trump não compareceu ao julgamento, no qual Carroll afirmou que um encontro casual e amistoso em uma loja de departamentos terminou em violência.
A escritora conseguiu processar Trump após o estado de Nova York alterar sua legislação e criar uma janela que permitiu a vítimas de abuso sexual mover ações judiciais por casos ocorridos décadas antes.
Além desse processo, Trump também recorre de outra condenação, que determinou o pagamento de US$ 83 milhões por difamação a Carroll em um julgamento separado realizado em Manhattan, em 2024, no qual o presidente chegou a prestar depoimento.