Jovem que ateou fogo em atendente por ciúmes do namorado é presa em MG
20/04/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil investiga ataque com fogo que deixou jovem gravemente ferida em Delfinópolis
A suspeita do ataque com fogo que matou Íris Cândida, de 24 anos, foi presa na tarde desta segunda-feira (20) em Delfinópolis (MG). A jovem morreu no domingo (19) após passar mais de uma semana internada com cerca de 40% do corpo queimado, em decorrência de um crime registrado no dia 11 de abril, na mercearia onde trabalhava. O corpo da vítima foi sepultado na manhã desta segunda, no distrito de Olhos d’Água.
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Segundo a Polícia Militar, a suspeita do crime, Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, foi presa na tarde desta segunda-feira (20) em Delfinópolis. Ela estava na casa de uma tia e seria levada para a delegacia de Polícia Civil em Passos.
Ela vinha sendo procurada desde o dia 11 de abril. Equipes fizeram buscas em Delfinópolis, Cássia e também no interior do estado de São Paulo, na cidade de Franca, que fica a cerca de 60 quilômetros do município mineiro.
Morte confirmada no domingo
A morte de Íris Cândida foi confirmada pela família no domingo (19). Ela estava internada desde o dia do crime na ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, para onde foi transferida por causa da gravidade dos ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, o ataque aconteceu dentro de uma mercearia da família da vítima, no distrito de Olhos d’Água. Íris trabalhava no caixa quando uma jovem de 18 anos, identificada como Marcela Alcântara Santos, entrou no local.
Jovem que ateou fogo em atendente por ciúmes do namorado é presa em MG
Reprodução / Redes Sociais
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a suspeita paga um frasco de álcool pelo celular. Logo depois, ela abre a garrafa e joga o líquido sobre Íris. A vítima tenta fugir, mas é alcançada. Em seguida, a suspeita ateia fogo. Após o ataque, Marcela deixa o local caminhando tranquilamente.
Íris conseguiu buscar ajuda de vizinhos. Uma moradora, que preferiu não gravar entrevista, contou que ouviu os gritos de socorro e prestou os primeiros atendimentos até a chegada do resgate. A jovem foi levada inicialmente ao hospital de Delfinópolis e, depois, transferida para São Sebastião do Paraíso, onde há unidade especializada no tratamento de queimados.
Polícia Civil investiga ataque com fogo que deixou jovem gravemente ferida em Delfinópolis, MG
Imagens cedidas
Ainda segundo a Polícia Militar de Cássia, responsável pelo atendimento da ocorrência, após analisar as imagens das câmeras horas após o crime, os policiais foram até a casa do namorado da suspeita, que mora em Olhos d’Água. Ela não foi encontrada no local. O homem disse à polícia que Marcela não estava mais na cidade e que não sabia onde ela estava.
De acordo com a PM, o namorado contou que horas antes do crime esteve no mesmo supermercado com a suspeita e que, no momento do pagamento, teria conversado com Íris no caixa. Segundo esse relato, o episódio teria provocado ciúmes, o que pode ter motivado o ataque.
Despedidas e pedidos por justiça
A manhã foi marcada por tristeza, comoção e pedidos por justiça. Centenas de pessoas, entre amigos, familiares e moradores da comunidade, acompanharam a cerimônia de despedida. O sepultamento ocorreu por volta das 9h.
Durante a manhã, os presentes se reuniram para orações e demonstrações de carinho à família. O clima era de forte emoção, mas também de inconformismo com a violência do crime.
Corpo de jovem que morreu após ser queimada em balcão é sepultado em Delfinópolis
“Estamos em choque porque aqui é uma cidade pequena, uma comunidade pequena, todo mundo se conhece. É praticamente da família, da gente, sabe? E a gente sente a dor pelo outro, porque o que fizeram com ela foi uma crueldade, tá todo mundo sofrendo, a população toda tá em choque. Foi muito triste. Justiça. Que venha justiça. Só assim pra... não nem pra esquecer, mas pra confortar a família”, disse a dona de casa e amiga da família, Rosaura Dias de Andrade.
A tia da vítima também falou sobre a revolta e a dor da família.
“Está muito difícil, todo mundo está revoltado. Eu quero justiça. Eu quero sim, eu quero justiça. E nós não tem nada, eu não sei de nada que está acontecendo, de polícia eu não sei de nada que está acontecendo. Eu quero justiça, quero mesmo”, disse Dilsilene Cândida Costa, tia de Íris.
O g1 tenta contato com a defesa de Marcela Alcântara Santos e vai atualizar esta reportagem assim que ela se manifestar.
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