Marina diz ter recebido convites da esquerda, mas mantém mistério sobre partido e cargo na eleição de SP
01/04/2026
(Foto: Reprodução) A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira (1º) que recebeu convites de diversos partidos de esquerda para a disputa das eleições deste ano em São Paulo.
No entanto, questionada sobre por qual partido e a qual cargo vai concorrer em outubro, Marina preferiu manter o mistério.
Fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina viu seu grupo perder espaço no partido, espaço que tenta reaver por "vias judiciais". Enquanto isso, conversa com outras legendas.
A titular do Meio Ambiente vai deixar a pasta nesta semana para poder participar do pleito de outubro. O seu substituto será João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo do MMA.
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Questionada por jornalistas nesta quarta sobre como se dará sua participação nas eleições deste ano, Marina desconversou:
"Estou sendo candidata desde 1986. Já me preparei várias vezes para sair da política. Encaro a política como missão. Já recebi convites do PCdoB, PV, PT, PSOL... Estou procurando, por vias judiciais, tentar reaver o estado da Rede Sustentabilidade", declarou Marina.
Indagada sobre uma possível filiação ao PT, a ambientalista classificou a sigla como um "grande bioma", mas que ela tem apostado na ideia de "fortalecer" os ecossistemas dos partidos de esquerda.
A ministra do Meio Ambiente disse também que o seu campo político conta com "nomes fortes" para a disputa em São Paulo, como o de Fernando Haddad (PT), que vai concorrer ao governo estadual, e Simone Tebet (PSB), que é pré-candidata ao Senado.
"Para o Senado, a segunda vaga [do campo] está sendo discutida ainda. Fico muito honrada de estar como uma dessas possibilidades – e agradecida ao povo paulista pelo meu nome estar forte nas pesquisas", acrescentou Marina.
Sobre a possibilidade de ser vice na chapa de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, Marina Silva disse que o ex-ministro da Fazenda ainda "está definindo" um candidato a vice e que "esse processo tem sido bem difícil".
Ministra Marina Silva e João Paulo Ribeiro Capobianco, dir. executivo do Ministério do Meio Ambiente
Rogério Cassimiro/MMA