Mortes no Hospital Anchieta: prisão de técnicos suspeitos de assassinar pacientes é prorrogada

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
O que já se sabe sobre as mortes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal A prisão dos três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar intencionalmente a morte de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, no Distrito Federal, foi prorrogada por mais 30 dias. A decisão é da Justiça e foi cumprida na noite de segunda-feira (9). Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos; estão presos desde 12 de janeiro. Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, foi presa 3 dias depois, em 15 de janeiro. Marcos Vinícius está preso na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), que fica no Complexo da Polícia Civil. Já as outras duas técnicas de enfermagem Marcela e Amanda cumprem a prisão temporária na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. 🔍 Por que a prisão foi prorrogada? A prisão dos três técnicos é temporária — uma medida prevista na legislação brasileira e usada durante a fase de investigação, quando a polícia precisa de tempo para reunir provas, ouvir testemunhas e esclarecer os fatos até concluir o inquérito. Nesse tipo de prisão, o prazo inicial é de 30 dias em casos de crimes considerados hediondos ou equiparados (como homicídio qualificado, estupro e tráfico). Antes do fim desse período, a polícia pode pedir à Justiça a prorrogação por mais 30 dias, caso entenda que as investigações ainda não foram concluídas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Além da prorrogação das prisões, a Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando outras mortes suspeitas na unidade em um segundo inquérito. O novo inquérito foi aberto após familiares reconhecerem, nas reportagens sobre o caso, os técnicos que atuavam na UTI e associarem a presença deles às mortes de parentes internados no hospital. As famílias que levantaram essas novas suspeitas já começaram a prestar depoimentos formais aos investigadores. Principal suspeito confessou os crimes Amanda Rodrigues de Sousa, Marcos Vinícius Silva e Marcela Camilly Alves são os três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI do Hospital Anchieta TV Globo/Reprodução Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo chegou a negar envolvimento, mas confessou os crimes em depoimento à Polícia Civil após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança da unidade. Marcela também confessou. Segundo a investigação, o homem injetou doses altas de um medicamento nos pacientes – ou seja, usou o produto como um veneno. Em uma das vítimas, ele também injetou desinfetante na veia. Já as mulheres são acusadas de participar dos crimes "dando cobertura" ao outro técnico. Ainda segundo a Polícia Civil, Marcos trabalhava há cinco anos na área. Após abrir a investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu os três suspeitos. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/02/10/mortes-no-hospital-anchieta-prisao-de-tecnicos-suspeitos-de-assassinar-pacientes-e-prorrogada.ghtml


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